O Fluxo do Pensamento mudou-se para:

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Achei brilhante a iniciativa de fazer uma análise quantitativa da cultura a partir da digitalização de  milhões de livros dos últimos cinco séculos.

Uma ótima matéria da Scientific American explica como os grupos envolvidos no estudo utilizam o banco de dados disponibilizado pelo Google. É o tipo de estudo que abre perspectivas fascinantes.

The tool will be “like biology in the sense that you can formulate questions that are quantitative, and you can obtain quantitative answers to them,” Aiden says. But like a genome-wide association study (GWAS), the findings are often just the starting point.

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- É claro que dá um barato. Esse bichinhos são cheios de antidepressivos.

(Via New Yoker)

Música de Suicidas, Pt. 3


Há poucas imagens de Nick Drake, um sujeito tímido e melancólico. Apesar disso, sua pequena produção musical (abreviada pelo suicídio aos 26 anos) sobrevive por uma qualidade lírica difícil de ser encontrada no pop.


Os orientais chamam de Jiko-shisen-kyofu um tipo de fobia específica que consiste no temor do paciente de que seu olhar possa ser considerado ofensivo ou cause desconforto em outras pessoas. Esse é um tipo de síndrome que se manifesta dentro do contexto cultural específico da Ásia e não existem correlatos no mundo ocidental.

Aqui, o blog Mind Hacks comenta o recente artigo publicado em The Australian and New Zealand Journal of Psychiatry sobre o assunto.

Such patients feel deeply ashamed, demeaned, and unaccepted, and many eventually avoid social situations. A diagnosis of phobia of one’s own glance is not contingent upon whether or not a patient considers his or her thoughts to be excessive; therefore, neither the presence nor a lack of insight is essential for the diagnosis.

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Essa eu não conhecia: a síndrome de Stendhal é a ocorrência de taquicardia, tontura e sensação de desmaio diante de obras de arte, particularmente as mais belas. Um artigo do Guardian explora o assunto: Does great art make you ill?

It was first recorded by the 19th-century novelist and art critic Stendhal in Florence, and so scientists are to monitor the vital signs of tourists in Florence after they see works of art.

Encontrei mais informações no ótimo blog A Arte da Medicina

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Esse spot muito bem feito para o programa BBC Knowledge resume a história da humanidade em 60 segundos.

Honk if you’re human. You’re a legend. : )

(via Science & Arts)

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Outro suposto experimento com LSD: dessa vez com um artista que foi solicitado a desenhar sob o efeito da droga. Não consegui determinar se o experimento é verdadeiro ou não, mas os desenhos são bacanas. Clique na imagem pra ver a sequência de desenhos e o relato dos efeitos.

Outlines seem normal, but very vivid – everything is changing color. My hand must follow the bold sweep of the lines. I feel as if my consciousness is situated in the part of my body that’s now active – my hand, my elbow… my tongue

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Gosto muito desse ensaio do fotógrafo W. Eugene Smith feito para a revista Life, em 1948. O artista acompanhou a rotina do doutor Ernest Ceriani, médico generalista na pequena cidade americana de Kremmling, Colorado. Clique na foto para ver a galeria.

These 2,000 souls are constantly falling ill, recovering or dying, having children, being kicked by horses and cutting themselves on broken bottles. A single country doctor, known in the profession as a “g.p.”, or general practitioner, takes care of them all. His name is Ernest Guy Ceriani.

* Há um conto muito bom de Kafka com o mesmo título.

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A ótima matéria Redefining Mental Illness publicada na Seed apresenta algumas referências importantes que podem influenciar os rumos tomados pelas novas classificações dos transtornos mentais (leia-se CID-11 e DSM-V).

One of the biggest changes in their proposed definition is the statement that a mental disorder “reflects an underlying psychobiological dysfunction.” They are, in essence, saying that there is nothing truly “mental” about these disorders—the disorders are a result of physical problems in the brain.

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Pesquisadores da John Hopkins afirmam que no futuro será possível apagar do cérebro lembranças traumáticas. A mátéria publicada no Los Angeles Times destaca a preocupação relacionada aos aspectos éticos de um procedimento dessa natureza.

Richard L. Huganir said his finding on the molecular process “raises the possibility of manipulating those mechanisms with drugs to enhance behavioral therapy for such conditions as post-traumatic stress disorder.”

(via Mind Hacks)

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Música de Suicidas, Pt.2

As canções de Elliott Smith quase sempre saíam como baladas pungentes e melancólicas. A morte do compositor, supostamente um suicídio, o encontrou aos 34 anos.

A música Miss Misery combina com a segunda-feira.


O DSM-5 (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, quinta edição) pretende excluir da lista o transtorno de personalidade narcisista.  Achei esse texto no NY Times sobre o assunto: A Fate That Narcissists Will Hate: Being Ignored

Our everyday picture of a narcissist is that of someone who is very self-involved — the conversation is always about them. While this characterization does apply to people with narcissistic personality disorder, it is too broad. There are many people who are completely self-absorbed who would not qualify for a diagnosis of N.P.D.

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Esse vídeo mostra um suposto experimento conduzido nos anos 60 durante um treniamento do exército britânico. Veja o que acontece quando soldados tomam LSD. No mínimo, curioso.

Aqui tem outro vídeo, com mais informações, de um experimento semelhante feito na antiga Tchecoslováquia. (Clique em CC para ver as legendas em inglês)

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"Se eu tivesse esperado pelo doador perfeito, provavelmente ainda estaria na fila de transplante de cabeça."

(Via New Yorker)

 

 


O New York Times selecionou uma amostra do belo livro Portraits of The Mind, uma coleção de imagens do cérebro “pintadas” através de fluorescência molecular. Impressionante.

Link para a bela galeria: The Beautiful Mind

(dica de GVale)

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Música de Suicidas, Pt. 1


Jeff Buckley interpreta Hallelujah, uma das maiores cancões de amor do século XX. A original é de Leonard Cohen. (Letra)

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Como sabemos que uma hora se passou sem olhar no relógio? Um artigo da Mad Science faz um apanhado bem acessível do que se sabe sobre como nosso cérebro vive o tempo: How do you really know what time it is?

In a series of experiments, Van Wassenhove and her colleagues found that what you see can change time perception. For example, if an object is looming in your vision and appears to be getting closer, perceptive time gets slower.

• Bônus: um artigo sobre a obra “O Tempo Vivido” de Eugène Minkowski, um clássico da psicopatologia fenomenológica.

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Muitas vezes é difícil explicar para os alunos e residentes de psiquiatria o que são, dentro das alterações da psicomotricidade, os maneirismos. Acho que a hilária esquete do Monty Python, Ministry of Silly Walks, ilustra muito bem o que seriam maneirismos da marcha.

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Muito esclarecedor e ilustrativo o texto This Is Your Brain on Metaphors publicado esses dias no Opinionator, blog do New York Times. O autor explica algumas funções cerebrais relacionadas à nossa inata capacidade de simbolizar.

Our brains are wired to confuse the real and the symbolic. And the implications can be as serious as war and peace.

(via Neuroanthropology)

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