Archives for category: história da psiquiatria

Outro suposto experimento com LSD: dessa vez com um artista que foi solicitado a desenhar sob o efeito da droga. Não consegui determinar se o experimento é verdadeiro ou não, mas os desenhos são bacanas. Clique na imagem pra ver a sequência de desenhos e o relato dos efeitos.

Outlines seem normal, but very vivid – everything is changing color. My hand must follow the bold sweep of the lines. I feel as if my consciousness is situated in the part of my body that’s now active – my hand, my elbow… my tongue

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Esse vídeo mostra um suposto experimento conduzido nos anos 60 durante um treniamento do exército britânico. Veja o que acontece quando soldados tomam LSD. No mínimo, curioso.

Aqui tem outro vídeo, com mais informações, de um experimento semelhante feito na antiga Tchecoslováquia. (Clique em CC para ver as legendas em inglês)

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Encontrei no Mind Hacks o link para uma coleção de pôsteres e cartazes feitos para serviços de psiquiatria na antiga União Soviética. Meu russo está um pouco enferrujado, mas posso imaginar que se trate de instruções para manejo de pacientes psiquiátricos.
Não deixa de ser um pouco assustador.

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Phineas Gage é o exemplo sempre citado quando se fala de alterações da personalidade relacionadas a lesões no lobo frontal. Achei um ótimo texto no Guardian com a extraordinária história do sujeito que teve o cérebro atravessado por uma barra de ferro e sobreviveu, mas com profundas mudanças na personalidade.

Gage was preparing for an explosion, using the tamping iron he holds in the photograph to compact explosive charge in a borehole. As he was doing so, the iron produced a spark that ignited the powder, and the resulting blast propelled the tamping iron straight through his head.

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A medicina adora epônimos. Na psiquiatria não poderia ser diferente: há várias síndromes que levam o nome das célebres pessoas que as descreveram originalmente. Achei um artigo de revisão muito útil que funciona como uma espécie de mini-dicionário dos epônimos na psiquatria. Bom para ter nos favoritos:

Beyond Wernicke’s – A Lexicon of Eponyms in Psychiatry

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Alguns livros clássicos da literatura psiquiátrica (para download ou leitura online):

The Anatomy of Melancholy (1621) – Robert Burton (inglês, original)
Des Maladies Mentales Vol.1 & Vol. 2 (1838)- Jean-Étienne Esquirol (francês, original)
Traité des Maladies Mentales (1860) – B. A. Morel (francês, original)
Dementia Præcox and Paraphrenia (1919) – Emil Kraepelin (inglês, traduzido do alemão)
Traité Médico-philosophique sur L’Aliénation Mentale (1809) – Philippe Pinel (francês, original)
Lehrbuch der Psychiatrie (1911) – Eugen Bleuler (alemão, original)
Textbook of psychiatry (1924) – Eugen Bleuler (inglês, traduzido do alemão)

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Gostei deste artigo sucinto sobre uma dos epônimos mais conhecidos da psicopatologia: O delírio de negação de Cotard a Séglas.

Cotard, seguindo Falret (1878), inscreve o delírio de perseguição no conjunto da melancolia. Os clínicos, em seu conjunto, demonstram grande prudência quando se trata de traçar uma linha fixa de demarcação entre perseguição e melancolia verdadeira. Temem o erro de diagnóstico, a confusão que pode alterar tanto o tratamento quanto o prognóstico.

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Gostei muito deste post do Neurophilosophy sobre o primeiro caso do dr. Alois Alzheimer. Uma das coisas curiosas é que a paciente Auguste Deter na época do diagnóstico tinha apenas 51 anos.

On November 25th, 1901, a 51-year-old woman named Auguste Deter was admitted to the hospital, and was examined by Alzheimer. Deter at first presented with impaired memory, aphasia, disorientation and psychosocial incompetence (which was, at that time, the legal definition of dementia)

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Aqui
, a tradução brasileira (1905) do capítulo sobre a paranoia, extraído da sétima edição alemã (1904) do tratado (Lehrbuch) de psiquiatria de Emil Kraepelin. O autor discute o diagnóstico da paranoia e, particularmente, faz a distinção entre a paranoia e a demência precoce.

Neste se nos apresenta palpavelmente o erro capital da nossa psiquiatria clínica nos últimos decênios; formando como limites do quadro clínico o que é exclusivamente sintomático, baseados sobre hipóteses infelizes. O que estava estabelecido basicamente como oposição entre a alteração da inteligência e do sentimento é apenas um fato psicológico mas nunca clínico.

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Lucian Freud, Lying by the rags (1990)

Artigo útil publicado na Revista Lationamericana de Psicopatologia Fundamental sobre a história e o desenvolvimento do conceito de anorexia.

O jejum autoimposto não significa, necessariamente, um transtorno alimentar e tem uma longa história na vida da humanidade. Sabe-se que vários povos da Antiguidade incentivavam o jejum voluntário como uma prática religiosa e viam na abstinência alimentar uma forma de purificação.

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Em 1957 a BBC produziu um documentário chamado The Hurt Mind, uma tentativa de diminuir o estigma sobre a saúde mental. A parte quatro do documentário, Physical Treatment, está disponível no youtube e mostra imagens dos tratamentos biológicos então vigentes (convulsoterapias e leucotomia). Outro daqueles vídeos indispensáveis para entender a psiquiatria do século XX.

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"Mania puerperal" - estado agudo e convalescente.

Bom artigo sobre a história do uso da fotografia na prática psiquiátrica: A Fotografia Psiquiátrica no Século XIX: Hugh W. Diamond

Havia a proposição de que a fisionomia individual seria reveladora de tipos específicos de caráter, associados a determinados perfis de doença ou a perfis criminais. Assim, a representação fotográfica passou a ser utilizada não como a reveladora de individualidades, mas como instrumento “científico” capaz de estabelecer a identificação de um determinado indivíduo a uma categoria específica de tipologia.

Ainda sobre o fotógrafo pioneiro: Dr. Hugh Welch Diamond, padre de la fotografía psiquiátrica.


© Miller Mobley / Redux


Matéria curiosa
do The Atlantic sobre o primeiro caso diagnosticado de autismo. Donald Triplet entrou para a história da psiquiatria e hoje, aos 77 anos, aparentemente leva uma vida feliz.

Donald was the first child ever diagnosed with autism. Identified in the annals of autism as “Case 1 … Donald T,” he is the initial subject described in a 1943 medical article that announced the discovery of a condition unlike “anything reported so far,” the complex neurological ailment now most often called an autism spectrum disorder, or ASD.

(Via Mind Hacks)

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Trecho do documentário “The Lobotomist, produzido pela PBS que mostra a realização de uma lobotomia transorbital, no surgimento dessa técnica nos anos 40. Apesar das cenas fortes, um vídeo útil para ilustrar aulas de história da psiquiatria.

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The Secret Story of Psychedelic Psychiatry
é uma matéria sobre a história do uso de drogas psicoativas na psiquiatria. Dados importantes foram publicados em um paper recente (abstract) sobre o assunto na Nature.

A figura acima é um diagrama de Venn que mostra a complexidade dos efeitos psicotrópicos de diversas substâncias. Imagem em tamanho maior (via Neurocritic).


A SAGE está dando acesso gratuito temporário a todos os seus periódicos (edições de 1999 em diante) até 15 de outubro de 2010.  Entre as revistas que podem interessar estão:
History of Psychiatry (editada por G.E. Berrios)
Clinical Child Psychology and Psychiatry
Music and Medicine
Emotion Review
Memory Studies

Dei uma olhada rápida hoje achei dois artigos que já valem a assinatura temporária:

Illnesses of the will in ‘pre-psychiatric’ times

Science and morals in the affective psychopathology of Philippe Pinel


Vídeo comovente que mostra sintomas motores da síndrome de estresse pós-traumático provocada por bombardeios – por isso nomeada “shell shock” – em soldados da Primeira Guerra.

Na batalha de Verdun, durante a Primeira Guerra, até 6.000 bombas por dia eram detonadas sobre as trincheiras subterrâneas do exército francês.

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Ótimo artigo ilustrado sobre a história da lobotomia pré-frontal: The rise & fall of the prefrontal lobotomy

The lobotomy was first performed on humans in the 1890s. About half a century later, it was being touted by some as a miracle cure for mental illness, and its use became widespread; during its heyday in the 1940s and ’50s, the lobotomy was performed on some 40,000 patients in the United States, and on around 10,000 in Western Europe.

Via Neurophilosophy.