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Achei brilhante a iniciativa de fazer uma análise quantitativa da cultura a partir da digitalização de  milhões de livros dos últimos cinco séculos.

Uma ótima matéria da Scientific American explica como os grupos envolvidos no estudo utilizam o banco de dados disponibilizado pelo Google. É o tipo de estudo que abre perspectivas fascinantes.

The tool will be “like biology in the sense that you can formulate questions that are quantitative, and you can obtain quantitative answers to them,” Aiden says. But like a genome-wide association study (GWAS), the findings are often just the starting point.

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O New York Times selecionou uma amostra do belo livro Portraits of The Mind, uma coleção de imagens do cérebro “pintadas” através de fluorescência molecular. Impressionante.

Link para a bela galeria: The Beautiful Mind

(dica de GVale)

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A matéria Manic Panic – Why are more and more children being diagnosed with bipolar disorder? publicada na Slate trata do delicado tema do diagnóstico de transtorno bipolar na infância. O texto cita alguns best-sellers americanos sobre o assunto que expandem a fronteira do diagnóstico de forma perigosa.

But criticizing widespread proliferation and drug treatment of pediatric bipolar disorder misses the important underlying problem. Normal families don’t seek out stigmatizing labels and give their kids scary drugs for the hell of it. They do these things because they are at wit’s end.

Leitura interessante não só para o pessoal da psiquiatria infantil.

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Transtorno bipolar na infância, livros, hiperatividade


Alguns livros clássicos da literatura psiquiátrica (para download ou leitura online):

The Anatomy of Melancholy (1621) – Robert Burton (inglês, original)
Des Maladies Mentales Vol.1 & Vol. 2 (1838)- Jean-Étienne Esquirol (francês, original)
Traité des Maladies Mentales (1860) – B. A. Morel (francês, original)
Dementia Præcox and Paraphrenia (1919) – Emil Kraepelin (inglês, traduzido do alemão)
Traité Médico-philosophique sur L’Aliénation Mentale (1809) – Philippe Pinel (francês, original)
Lehrbuch der Psychiatrie (1911) – Eugen Bleuler (alemão, original)
Textbook of psychiatry (1924) – Eugen Bleuler (inglês, traduzido do alemão)

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eSkeptic publicou recentemente uma matéria sobre o livro 50 Great Myths of Popular Psychology: Shattering Widespread Misconceptions about Human Behavior e fez um top 10 dos mitos mais difundidos. Entre eles está aquele conhecido factóide que garante que usamos apenas 10% da capacidade do nosso cérebro.

Indeed, in today’s fast-paced world of information overload, misinformation about psychology is at least as widespread as accurate information. Self-help gurus, television talk show hosts, and self-proclaimed mental health experts routinely dispense psychological advice that is a bewildering mix of truths, half-truths, and outright falsehoods.

Jean-Michel Basquiat (1987)


K.R Jamison
, uma das maiores pesquisadoras do mundo em transtornos do humor – ela mesmo portadora de transtorno afetivo bipolar – escreveu uma das obras definitivas sobre criatividade e TAB. O livro Touched With Fire: Manic-Depressive Illness and The Artistic Temperament ainda não foi lançado no Brasil*, apesar dos 22 anos passados desde sua publicação original. Vale a pena ter.

De bônus, uma lista (discutível, claro) de personalidades afetadas pelo transtorno bipolar.

* Da autora, publicado aqui com relativo sucesso, há o Uma Mente Inquieta. Interessante para médicos e pacientes.

” Era frei Simão de caráter taciturno e desconfiado. Passava dias inteiros em sua cela, donde apenas saía na hora do refeitório e dos ofícios divinos. Não contava amizade alguma no convento, porque não era possível entreter com ele os preliminares que fundam e consolidam as afeições.(…)

Um dia anuncia-se que frei Simão adoecera gravemente. Chamaram-se os socorros e prestou-se ao enfermo todos os cuidados necessários. A moléstia era mortal; depois de cinco dias, frei Simão expirou.

Durante estes cinco dias de moléstia, a cela de frei Simão esteve cheia de frades. Frei Simão não disse uma palavra durante esses cinco dias; só no último, quando se aproximava o minuto fatal, sentou-se no leito, fez chamar para mais perto o abade e disse-lhe ao ouvido com voz sufocada e em tom estranho:

– Morro odiando a humanidade!”

Trecho inicial do conto “Frei Simão” de Machado de Assis. Extraído da coleção Contos de Machado de Assis (Editora Record). O volume  seis  reúne contos sob o tema “Desrazão“. Recomendo.

Encontrei por acaso este livro do brilhante ilustrador e designer romeno naturalizado americano John VassosPhobia: an Art Deco Graphic Masterpiece.

O livro traz ilustrações de guache no melhor estilo art déco acompanhadas de curtos textos (escritos pelo próprio ilustrador) sobre fobias – um desenho para cada medo. Tudo muito bonito.

Material excelente para ilustrar slides de aulas.

Imagem: desdeelmanicomio.blogspot.com

A American Libraries disponibiliza o texto completo e original da edição americana de Dementia Præcox and Paraphrenia de 1919. A obra seminal de Emil Kraepelin há muito sumiu das estantes brasileiras. Esta é uma boa oportunidade para entrar em contato direto com o livro.

O original escaneado e em PDF pode ser baixado aqui.

Encontrei esta edição interessante e atualizada que relaciona cinema à psicopatologia:Movies and Mental Illness: Using Films to Understand Psycopathology” (editado pela Hogrefe)

O livro é organizado como um catálogo de filmes e  traz uma escala bem bolada de avaliação de relevância do filme dentro de cada tema. A obra está ã venda na amazon.com. Legal para quem se interessa pelos dois temas.

Ao lado uma tabela extraída do livro que mostra os equívocos frequentes da psiquiatria no cinema (Clique para ampliar)